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NOSSO PATRONO

Biografia de Alberto Santos Dumont
Fonte: Site da Fundação Museu da Tecnologia de São Paulo (SP)


Diante de inúmeras testemunhas, aos 13 de setembro de 1906, nos arredores da capital francesa, Alberto Santos Dumont realiza o histórico vôo de seu aeroplano "14 Bis" (Fonte: Museu Paulista da Universidade de São Paulo / Website da Fundação Museu da Tecnologia de São Paulo)

VOCÊ SABIA?!

(1) O 14 bis tem esse nome porque foi testado por Santos-Dumont acoplado ao seu dirigível de nº 14. Dumont preferiu chama-lo de “bis”, ao invés de dar um novo número.

(2) O relógio de pulso também foi criação de Santos-Dumont. Enquanto pilotava seus dirigíveis, Dumont não tinha como acompanhar os segundos e minutos em que permanecia no ar, com o relógio de bolso. O aviador sugeriu então ao amigo relojoeiro Cartier para que adaptasse “alças” ao objeto. O modelo do relógio foi chamado de “Santôs” e existe até hoje.

(3) Santos-Dumont foi o primeiro aeronauta a utilizar motores a petróleo em dirigíveis. Muitos inventores da época acreditavam haver risco de explosão ao colocar o motor em proximidade com o gás (hidrogênio), que preenchia os balões. Santos-Dumont provou que era possível a utilização dos motores a petróleo nos balões.

(4) Santo-Dumont foi o único, dentre seus irmãos, a não concluir curso superior. O inventor nunca teve uma formação regular. Era um esportista, como relatou um amigo da época de estudos: “aluno pouco aplicado, ou melhor, nada estudioso para as ‘teorias', mas de admirável talento prático e mecânico e, desde aí, revelando-se, em tudo, de gênio inventivo”.    Contudo, estudava profundamente aquilo que lhe interessava.   Tornou-se um homem culto em mecânica, física, eletricidade e química.   Dominava vários idiomas, como o francês, o inglês e o espanhol, além do português.   Pelo valor da sua obra literária, sobre sua vida, seus feitos e a aviação, foi eleito (não assumiu) para a Academia Brasileira de Letras.

(5) Em 1909 Santos-Dumont apresentou seu último invento aeronáutico: o Demoiselle 20. Foi o primeiro ultraleve da história. Com apenas 115 kg, envergadura de 5,50 m e comprimento de 5,55 m, era acionado por um motor de 24cv. Santos Dumont publicou os planos do Demoiselle 20 e permitiu que ele fosse construído por algumas firmas. O aparelho foi copiado e tornou-se um modelo popular.

(6) Santos-Dumont instruiu a primeira mulher a voar sozinha em um dirigível construído por ele. Após três “lições”, em 29 de junho de 1903 a jovem cubana Aída D'Acosta decolou no nº 9 do inventor, fazendo o percurso de Neuilly-Saint-James ao campo de Bagatelle (Paris-França).

(7) Alberto Santos-Dumont nasceu em 20 de julho de 1873, em Minas Gerais, no sítio de Cabangu, próximo à cidade que hoje leva seu nome.

(8) O jovem Alberto Santos-Dumont foi alfabetizado por sua irmã Virgínia.   Estudou ainda em Campinas, no Colégio Culto à Ciência, e, em São Paulo (SP), nos colégios Kopke e Morton e na Escola de Ouro Preto.

(9) Em 1910, Santos-Dumont anunciou sua intenção de parar de voar.    Ele começava a sentir os sintomas da esclerose múltipla que o perseguiria até o final da sua vida.  Seu avião Demoiselle foi vendido a um piloto aspirante que, mais tarde, seria um dos maiores ases da primeira guerra mundial: Roland Garros.

Fundação Museu da Tecnologia de São Paulo — Av. Eng. Billings, 526 (Jaguaré) / Fones: (11) 3768-5785 e (11) 3714-8783 — FAX: (11) 3718-0160 / CEP 05321-010 - São Paulo (SP) / E-mail = museutec@uol.com.br / Website = http://www.museutec.org.br/index.htm.

SANTOS-DUMONT e os Irmãos WRIGHT

O primeiro vôo público documentado dos irmãos Wright ocorreu pela primeira vez, em 21 de setembro de 1908, em Anvours (França). Porém, isso ocorreu dois anos após Santos Dumont já ter conquistado os primeiros recordes aeronáuticos oficiais, e na época em que nosso pioneiro já voava há um ano com sucesso o seu avançado Demoiselle, e quando a aviação demonstrava progresso acelerado em várias partes do mundo.

As provas dos voos que teriam sido feitos em 1903 foram apresentadas pelos irmãos Wright extemporaneamente. Somente em 1908, mostraram: uma foto sem data do Flyer (sem rodas, a alguns palmos de altura sobre o trilho lançador); o diário deles, onde diziam terem voado n metros por t segundos nas datas x, y, z; e um telegrama passado por eles mesmos ao pai. Na época, essas evidências dos voos de 1903 foram consideradas insubsistentes pelos órgãos oficiais de aviação e pela imprensa em geral, inclusive a norte-americana, que então divulgava a primazia de Santos Dumont.

Cerca de vinte anos mais tarde, os EUA resolveram elevar os irmãos Wright à condição de primazia e aquelas provas, antes sem valor, passaram a ser citadas como documentos históricos comprovadores dos voos pioneiros. Fruto de grande esforço institucional e de mídia, as antes desacreditadas alegações pouco a pouco viraram fatos para o povo norte-americano e para muitos no mundo inteiro.

Todavia, não há registro de algum vizinho dos Wright, ou de qualquer dos transeuntes da estrada próxima, de intenso movimento, ter visto ao menos um dentre as centenas de voos que eles afirmaram ter realizado de 1903 a 1908. Nem uma única reportagem comprovando aqueles voos havia sido, até 1908, publicada pela perspicaz, eficiente e já mundialmente atuante imprensa norte-americana. Nem mesmo em Kitty Hawk, North Carolina, e em Dayton, Ohio, onde eles teriam realizado os alegados pioneiros, surpreendentes, fantásticos e longos voos. Caso houvesse crédito na realização dos aludidos voos, eles teriam merecido, inevitável e imediatamente, gigantescas manchetes nos jornais dos EUA e do mundo todo.

Soma-se a tudo isto aí em cima, o fato de as réplicas do avião dos Wright de 1903 nunca terem conseguido voar, enquanto as réplicas do 14 bis funcionam muito bem.

Mas no fim, concordamos que tudo isto importa muito pouco. O fato mais importante é que Santos-Dumont, nosso patrono (ISAORG – Instituto Santos-Dumont de Tecnologia e Desenho Industrial >>> www.isaorg.org.br), com sua dedicação abnegada prestou uma colaboração imensurável para o desenvolvimento da aviação mundial, enquanto que os Wright com sua ganância conseguiram apenas prejudicar o desenvolvimento da aviação nos EUA. (Pesquisa / Colaboração: Andrey Navarro).